O bluesman Big Chico relembra a trajetória de Robert Johnson e o mito da encruzilhada
- Fernanda Cazarim

- 15 de abr.
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Atualizado: há 15 horas
Robert Johnson, considerado o rei do Delta Blues, é uma das grandes inspirações do cantor Big Chico. Com mais 30 anos de carreira, Big Chico é hoje um dos principais nomes do blues, soul e jazz no Brasil e é a peça central da reportagem realizada pelo Fora de Cena. Ao longo de sua trajetória, o artista já produziu e se apresentou ao lado de importantes representantes mundiais do blues, como Rod Piazza, Lurrie Bell, Mark Hummel, D.K. Harrell, Claudette King, Chris Cain, Lorenzo Thompson, Jimmy Burns e James Bolden, entre outros. Durante a reportagem, Big Chico ajudará a contar o legado de Robert Johnson, sua influência na música e como questões sociais e raciais contribuíram para a construção do mito em torno do artista.
Confira:
Nascido em 1911, em Hazlehurst, no sul dos Estados Unidos, Robert Johnson lançou apenas 29 músicas ao longo da vida, mas isso foi suficiente para influenciar gerações de artistas, como Eric Clapton, Bob Dylan e The Rolling Stones. Mais recentemente, sua figura voltou a ganhar destaque com o filme ‘Sinners’, no qual o protagonista Sammie Moore, interpretado por Miles Caton, faz referência ao bluesman.
Além de suas composições e da técnica inovadora ao violão, um dos aspectos mais marcantes de sua trajetória é a lenda que o acompanha. Segundo o mito, Robert teria ido, durante a noite, a uma encruzilhada em Clarksdale, no Mississippi, e feito um pacto com o diabo. A história diz que ele entregou seu violão ao demônio, que o afinou e o devolveu ao músico. A partir daquele momento, Robert Johnson teria conquistado o talento e o sucesso que sempre sonhou.



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